segunda-feira, 11 de junho de 2012
segunda-feira, 28 de maio de 2012
A utilização correta de Mas, Mais e Más,
às vezes parece uma cama de gato em textos pela internet, tamanha a
confusão. Pensando nisso e, também, por conta de uma sugestão de post
nos comentários do blog, veremos como usar essas palavrinhas. Vamos ver
exemplos de utilização dos termos Mas, Mais e Más.
* MAS *
Tenho sentido um certo desânimo nos últimos dias, Sally...mas é tudo minha culpa...
Mas -
é conjunção (termo que liga palavras ou frases) - Termo invariável (não
vai para o plural) - Relaciona palavras ou frases contrárias,
contrastantes, oposição de idéias.
* Utilizamos sempre vírgula antes do MAS.
Outros exemplos:
Fui ao baile, mas não dancei.
(quem vai ao bailer, geralmente, dança...a oposição a essa idéia é "mas não dancei")
Comi, mas não engordei.
(no
exemplo temos a primeira idéia que é "Comi" que pressupõe que quem
come, se alimenta,e, consequentemente, engorda. Já na segunda oração
vem a oposição a essa idéia "mas não engordei".)
Se tiver dúvida quanto ao uso do MAS basta substituí-lo por: porém, contudo, todavia, entretanto. Se for possível a substituição use MAS: Gosto de navio, porém (mas) prefiro o trem.
=Ele falou muito bem; todavia (mas) não foi como eu esperava.
=Tentou, mas (porém, todavia, entretanto) não conseguiu.
* MAIS *
"Não, ela é MAIS que uma boa professora..."
- Mais - é advérbio (termo que intensifica ou diminui circunstâncias) Termo invariável (não vai para o plural) - tem sempre o sentido de soma, de quantidade, de intensidade. Um bom macete é trocar a palavra mais por menos, se o sentido for o mesmo então o correto é usar o MAIS.
Outros exemplos:
- Eu quero mais sorvete. (Eu quero menos sorvete)
- Eu gosto mais de estudar que brincar. (Eu gosto menos de estudar que brincar)
* Más *
• Más é o plural do adjetivo má (maldosa) e o feminino de mau (contrário de bom).
Outros exemplos:
- Estavam com más (boas) intenções.
- As más (boas) ações empobrecem o espírito.
- Sempre soubemos que elas eram más (boas)
* Resumindo: toda vez que você puder trocar MÁS por maldosas e o sentido ficar o mesmo vai usar o termo MÁS com acento.
Acentuação Geografico
Tabela traz regras já de acordo com a nova ortografia
Márcia Lígia Guidin*
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação
| Tipo de palavra ou sílaba | Quando acentuar | Exemplos (como eram) | Observações (como ficaram) |
| Proparoxítonas | sempre | simpática, lúcido, sólido, cômodo | Continua
tudo igual ao que era antes da nova ortografia. Observe: Pode-se usar acento agudo ou circunflexo de acordo com a pronúncia da região: acadêmico, fenômeno (Brasil) académico, fenómeno (Portugal). |
| Paroxítonas | Se terminadas em: R, X, N, L, I, IS, UM, UNS, US, PS, Ã, ÃS, ÃO, ÃOS; ditongo oral, seguido ou não de S | fácil, táxi, tênis, hífen, próton, álbum(ns), vírus, caráter, látex, bíceps, ímã, órfãs, bênção, órfãos, cárie, árduos, pólen, éden. | Continua
tudo igual. Observe: 1) Terminadas em ENS não levam acento: hifens, polens. 2) Usa-se indiferentemente agudo ou circunflexo se houver variação de pronúncia: sêmen, fêmur (Brasil) ou sêmen, fémur (Portugal). 3) Não ponha acento nos prefixo paroxítonos que terminam em R nem nos que terminam em I: inter-helênico, super-homem, anti-herói, semi-internato. |
| Oxítonas | Se
terminadas em: A, AS, E, ES, O, OS, EM, ENS | vatapá, igarapé, avô, avós, refém, parabéns | Continua
tudo igual. Observe: 1. terminadas em I, IS, U, US não levam acento: tatu, Morumbi, abacaxi. 2. Usa-se indiferentemente agudo ou circunflexo se houver variação de pronúncia: bebê, purê (Brasil); bebé, puré (Portugal). |
| Monossílabos tônicos (são oxítonas também) | terminados
em A, AS, E, ES, O,OS | vá, pás, pé, mês, pó, pôs | Continua
tudo igual. Atente para os acentos nos verbos com formas oxítonas: adorá-lo, debatê-lo, etc. |
| Í
e Ú em palavras oxítonas e paroxítonas | Í e Ú levam acento se estiverem sozinhos na sílaba (hiato) | saída, saúde, miúdo, aí, Araújo, Esaú, Luís, Itaú, baús, Piauí | 1.
Se o i e u forem seguidos de s, a regra se mantém:
balaústre, egoísmo, baús, jacuís. 2. Não se acentuam i e u se depois vier 'nh': rainha, tainha, moinho. 3. Esta regra é nova: nas paroxítonas, o i e u não serão mais acentuados se vierem depois de um ditongo: baiuca, bocaiuva, feiura, maoista, saiinha (saia pequena), cheiinho (cheio). 4. Mas, se, nas oxítonas, mesmo com ditongo, o i e u estiverem no final, haverá acento: tuiuiú, Piauí, teiú. |
| Ditongos abertos em palavras paroxítonas | EI, OI, | idéia, colméia, bóia | Esta
regra desapareceu (para palavras paroxítonas). Escreve-se agora:
ideia, colmeia, celuloide, boia. Observe: há casos em que a palavra se enquadrará em outra regra de acentuação. Por exemplo: contêiner, Méier, destróier serão acentuados porque terminam em R. |
| Ditongos abertos em palavras oxítonas | ÉIS, ÉU(S), ÓI(S) | papéis, herói, heróis, troféu, céu, mói (moer) | Continua tudo igual (mas, cuidado: somente para palavras oxítonas com uma ou mais sílabas). |
| Verbos arguir e redarguir (agora sem trema) | arguir e redarguir usavam acento agudo em algumas pessoas do indicativo, do subjuntivo e do imperativo afirmativo. | Esta
regra desapareceu. Os verbos arguir e redarguir perderam o acento agudo em várias formas (rizotônicas): eu arguo (fale: ar-gú-o, mas não acentue); ele argui (fale: ar-gúi), mas não acentue. | |
| Verbos terminados em guar, quar e quir | aguar enxaguar, averiguar, apaziguar, delinquir, obliquar usavam acento agudo em algumas pessoas do indicativo, do subjuntivo e do imperativo afirmativo. | Esta
regra sofreu alteração. Observe:. Quando o verbo admitir duas pronúncias diferentes, usando a ou i tônicos, aí acentuamos estas vogais: eu águo, eles águam e enxáguam a roupa (a tônico); eu delínquo, eles delínquem (í tônico). tu apazíguas as brigas; apazíguem os grevistas. Se a tônica, na pronúncia, cair sobre o u, ele não será acentuado: Eu averiguo (diga averi-gú-o, mas não acentue) o caso; eu aguo a planta (diga a-gú-o, mas não acentue). | |
| ôo, ee | vôo, zôo, enjôo, vêem | Esta
regra desapareceu. Agora se escreve: zoo, perdoo veem, magoo, voo. | |
| Verbos ter e vir | na terceira pessoa do plural do presente do indicativo | eles
têm, eles vêm | Continua
tudo igual. Ele vem aqui; eles vêm aqui. Eles têm sede; ela tem sede. |
| Derivados de ter e vir (obter, manter, intervir) | na
terceira pessoa do singular leva acento agudo; na terceira pessoa do plural do presente levam circunflexo | ele
obtém, detém, mantém; eles obtêm, detêm, mantêm | Continua tudo igual. |
| Acento diferencial | Esta
regra desapareceu, exceto para os verbos: PODER (diferença entre passado e presente. Ele não pôde ir ontem, mas pode ir hoje. PÔR (diferença com a preposição por): Vamos por um caminho novo, então vamos pôr casacos; TER e VIR e seus compostos (ver acima). Observe: 1) Perdem o acento as palavras compostas com o verbo PARAR: Para-raios, para-choque. 2) FÔRMA (de bolo): O acento será opcional; se possível, deve-se evitá-lo: Eis aqui a forma para pudim, cuja forma de pagamento é parcelada. | ||
| Trema
(O trema não é acento gráfico.) Desapareceu o trema sobre o U em todas as palavras do português: Linguiça, averiguei, delinquente, tranquilo, linguístico. Exceto as de língua estrangeira: Günter, Gisele Bündchen, müleriano | |||
Mau / Mal
Mau é Adjetivo e significa "ruim", "nocivo", "prejudicial", "de má
qualidade" etc. O seu antônimo é bom e a sua forma feminina é má.
Exemplos:
"Pedro fez um mau negócio";
"Nada explica o seu mau desempenho";
"Ela é uma má profissional"
Já Mal pode ser: substantivo, advérbio ou conjunção e seu antônimo é bem.
Substantivo - pode significar "enfermidade", "doença", "moléstia", "estrago", "tudo aquilo que é prejudicial ou nocivo", "opinião desfavorável" etc.
"O sarampo é um mal que está sendo erradicado do país";
"As chuvas continuam causando mortes, o mal é que ninguém faz nada";
"O critico falou mal do espetáculo"
Advérbio - pode significar, entre outras coisas, "de modo irregular ou diferente do que deveria ser", "de modo imperfeito, erradamente", "de maneira que não satisfaz o gosto ou vontade", "inconveniente" etc.
"Os negócios vão mal";
"Fala bem, mas escreve muito mal";
"Depois de perder o filho, dorme e come mal todos os dias";
"Ele se comportou mal"
Conjunção - indica tempo e pode ser facilmente substituído por "logo que" ou "apenas"
"Mal chegou, teve que partir";
Atenção:
Uma regra simples para saber quando se deve usar Mal ou Mau é lembrar-se sempre que Mal opõe-se a Bem e Mau opõe-se a Bom. Sempre que tiver dúvidas sobre qual termo usar, substitua Mal ou Mau pelo seu oposto que a forma correta ficará clara.
Exemplos:
Qual é a forma correta: Mau-estar ou mal-estar?
Vamos fazer as substituições:
Mau por bom à bom-estar
Mal por bem à bem-estar.
A forma correta, como a regra mostra, é mal-estar.
Não suporto mais o seu mau humor ou mal humor?
Mau por bom à bom humor
Mal por bem à bem humor
Forma correta: mau humor.
Apesar dos maus (bons) jogadores, o time não jogou mal (bem).
Essa regra também pode ser seguida para a forma feminina:
Ela é má (boa)
Ela é malcriada (bem-criada)
Exemplos:
"Pedro fez um mau negócio";
"Nada explica o seu mau desempenho";
"Ela é uma má profissional"
Já Mal pode ser: substantivo, advérbio ou conjunção e seu antônimo é bem.
Substantivo - pode significar "enfermidade", "doença", "moléstia", "estrago", "tudo aquilo que é prejudicial ou nocivo", "opinião desfavorável" etc.
"O sarampo é um mal que está sendo erradicado do país";
"As chuvas continuam causando mortes, o mal é que ninguém faz nada";
"O critico falou mal do espetáculo"
Advérbio - pode significar, entre outras coisas, "de modo irregular ou diferente do que deveria ser", "de modo imperfeito, erradamente", "de maneira que não satisfaz o gosto ou vontade", "inconveniente" etc.
"Os negócios vão mal";
"Fala bem, mas escreve muito mal";
"Depois de perder o filho, dorme e come mal todos os dias";
"Ele se comportou mal"
Conjunção - indica tempo e pode ser facilmente substituído por "logo que" ou "apenas"
"Mal chegou, teve que partir";
Atenção:
Uma regra simples para saber quando se deve usar Mal ou Mau é lembrar-se sempre que Mal opõe-se a Bem e Mau opõe-se a Bom. Sempre que tiver dúvidas sobre qual termo usar, substitua Mal ou Mau pelo seu oposto que a forma correta ficará clara.
Exemplos:
Qual é a forma correta: Mau-estar ou mal-estar?
Vamos fazer as substituições:
Mau por bom à bom-estar
Mal por bem à bem-estar.
A forma correta, como a regra mostra, é mal-estar.
Não suporto mais o seu mau humor ou mal humor?
Mau por bom à bom humor
Mal por bem à bem humor
Forma correta: mau humor.
Apesar dos maus (bons) jogadores, o time não jogou mal (bem).
Essa regra também pode ser seguida para a forma feminina:
Ela é má (boa)
Ela é malcriada (bem-criada)
segunda-feira, 14 de maio de 2012
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Dá-se o nome de regência
à relação de subordinação que ocorre entre um verbo (ou um nome) e seus complementos.
Ocupa-se em estabelecer relações entre as palavras, criando frases não ambíguas, que
expressem efetivamente o sentido desejado, que sejam corretas e claras.
A mãe agrada o filho. -> agradar
significa acariciar, contentar.
A mãe agrada ao filho. -> agradar significa "causar agrado ou prazer", satisfazer.
Cheguei ao metrô.
Cheguei no metrô.
REGÊNCIA VERBAL
| Termo Regente: VERBO |
A regência verbal estuda a relação que se
estabelece entre os verbos e os termos que os complementam (objetos
diretos e objetos indiretos) ou caracterizam (adjuntos adverbiais).
O estudo da regência verbal permite-nos
ampliar nossa capacidade expressiva, pois oferece oportunidade de conhecermos as diversas
significações que um verbo pode assumir com a simples mudança ou retirada de uma
preposição. Observe:
A mãe agrada ao filho. -> agradar significa "causar agrado ou prazer", satisfazer.
Logo, conclui-se que "agradar alguém"
é diferente de "agradar a alguém".
Saiba que:
O conhecimento do uso adequado das preposições é um dos
aspectos fundamentais do estudo da regência verbal (e também nominal). As preposições
são capazes de modificar completamente o sentido do que se está sendo dito. Veja os exemplos:
Cheguei no metrô.
No primeiro caso, o metrô é o lugar a
que vou; no segundo caso, é o meio de transporte por mim utilizado. A oração
"Cheguei no metrô", popularmente usada a fim de indicar o lugar a que se vai,
possui, no padrão culto da língua, sentido diferente. Aliás, é muito comum
existirem divergências entre a regência coloquial, cotidiana de alguns verbos, e a
regência culta.
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